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Meu perfil BRASIL, Mulher, de 26 a 35 anos, Sexo, Cinema e vídeo, Música, internet MSN - |
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Créditos:


Bom... há alguns meses fui a boite e achei uma menina c uma cicatriz bem pertinho da sobrancelha... N sei o que houve, mas creio ter me apaixonado. Desde então corri atrás do tempo perdido e creio também ter conquistado essa paixão. Mas tem um porém... Seria uma linda história de amor se ela n fosse comprometida c uma garota q mora em outra cidade, até então tudo bem, a menina longe e tudo. Só q agora a garota está de viagem marcada... volta de vez. E agora? E agora eu n sei... Nesse pouco tempo vivemos coisas maravilhosas, sabe aquela parte mais gostosa da paixão? Pois é bem isso mesmo. E com tudo isso ontem ela terminou... Sem dar muitas explicações, apenas q n sabia o que queria e q tb havia terminado c a namorada.
Já me perguntei tantas coisas... Poxa... como eu estava feliz e de repente.... tudo se quebrou. Faz muito tempo n sentia isso, sensação de medo e solidão.
Angústias... Queria faze-la entender q na vida, às vezes, é preciso arriscar, jogar tudo p o alto, apostar todas as fichas. Eu sabia q podia entrar numa barca furada, um navio prestes a naufragar, mas ainda assim apostei, entrei toda feliz na embarcação.
Eu sou assim, entro de cabeça, vivo tudo por inteiro, nada de metades. Agora tenho que sair...
Paciência... Minhas escolhas...
Agora: sou eu comigo mesma...
As aparências enganam...
As aparências enganam,
aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se
irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo e depois
não há nada que os apague
se a combustão os persegue,
as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão,
o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão,
sonhos vividos de conviver
As aparências enganam,
aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se
irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois,
não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele,
vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer,
não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer,
senão chorar sob o cobertor
As aparências enganam,
aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se
irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois,
se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira,
ainda, vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira,
na reticente primavera
No insistente perfume de
alguma coisa chamada amor.
Elis Regina